Como ter ideias criativas

Uma das dúvidas que eu mais vejo por aí é de como ter ideias ou ter ideias criativas não só em relação a design mas a qualquer outra coisa. Acho que todo mundo já passou ou passa continuamente por aquela fase onde aquela “lâmpada brilhosa e mágica” não surge. E, apesar de achar que isso tem muito a ver com o quanto de referências e liberdade criativa a gente tem, eu acredito que tem coisas que podem dar um empurrão.

 
Então senta que lá vem história:  vou compartilhar com vocês algumas das coisas que eu aprendi – com muito malabarismo – na minha jornada até aqui em relação a ter ideias naquele momento sob pressão.

 
Como ter ideias criativas / criatividade / dicas

 

Não interrompa seu brainstorm no momento errado.

O ato de se auto-julgar e se analisar é quase automático na nossa cabeça, mas no momento de semear as ideias isso não é nada útil. Eu já fui uma mestra na arte de me julgar. Seu brainstorm (tempestade de ideias) não deve ser um período de procurar sentido ou aplicar lógica. O que não quer dizer que isso deve ser removido do processo criativo, mas sim ser colocado em prática posteriormente.

 

Escreva ou desenhe. Mesmo que seja péssimo nisso.

Ainda naquela de não se julgar, segure a onda nessa fase de lápis-e-papel. Uma das coisas que mais funciona pra mim quando se trata de ilustração é escrever. E não, eu não escrevo super bem, mas narrar algo que não faz nenhum pouco de sentido ajuda você a gravar detalhes importantes do seu brainstorm e te dá uma brexa pra incrementar depois.
 
Tente achar uma forma de gravar suas ideias iniciais da maneira mais materializada possível pra que você não as perca.

 

Teste métodos, materiais e processos diferentes.

Já reparou que muitas vezes a gente se apega ( e insiste) a um processo de pensamento ou desenvolvimento? Uma das coisas que aprendi atráves de ilustração e trabalhando com clientes de diversas partes dessa Milky Way, é que nem sempre a sua ideia vai sair quando você pensa exatamente nela executada com material x, processo x, ou método x.
 
É mais do que necessário deixar a insistência de lado e pensar em diversas formas/formatos e isso é algo que depende de tentativa e erro.

 

Se dê tempo.

Não adianta querer ter a ideia que soa “quase perfeita” em 3 ou 4 horas. Trabalhar com processo criativo é totalmente diferente de trabalhar em um emprego convencional. Se você esperar uma ideia ótima em pouco tempo provavelmente você vai se frustrar.

E muito.

 

Alimente sua imaginação.

É provado que quanto mais envelhecemos mais perdemos aquela conexão que temos com a nossa imaginação e nossos sonhos. É mega importante manter essa conexão ao menos um pouquinho através da leitura, cinema e até games se você resolver manter sua criatividade em dia.

 

Faça e refaça caminhos. 

Um dia desses, enquanto ouvia uma aula de tipografia experimental do James Victore lá no Skillshare, ele tava comentando como a pior escolha pode ser a melhor escolha ás vezes. Tá tudo bem que estamos falando de design de pôsters. Mas, isso me levou a pensar o quão focado a gente fica na perfeição que até esquece de percorrer outros caminhos.

 

Treine sua mente pra sair da zona de conforto. 

Ideias criativas não surgem quando a gente aposta sempre no mesmo. Se você é uma daquelas pessoas que se sente incomodada em mudar algo ou fazer algo diferente, é bom que isso vire um treinamento semanal pra que você possa evoluir. E não precisa ir muito longe: mudar o caminho que você faz da casa até o trabalho, entrar naquela loja que você sempre quis conhecer, ou ver aquele filme que você tá enrolando faz tempo pra assistir já ajuda a quebrar o padrão.

Comece aos poucos, um passo por semana.

 

Concentre-se na resolução de um problema por algum tempo.

Muita gente faz a criatividade soar como inimiga da concentração e da lógica. Mas a verdade é que tudo isso é interdependente. Quando você achar que já tá tudo bom, bonito, e de boinha dê um ou dois dias de intervalo e volte pra analisar seus rascunhos. Você vai perceber que fazendo isso vai notar errinhos e ter muito mais o que adicionar á sua ideia.

 

Procure inspiração distantes da área que você está focando.

Se você escreve, procure inspiração na música. Se você desenha, procure inspiração na leitura. Eu sou apaixonada por moda e o velho rock n’ roll e depois de me especializar em design gráfico trouxe muito disso meus trampos. Isso te ajuda a criar e desenvolver seu próprio estilo ao invés de copiar as tendências de outros criativos.

 

E por último: se reconheça e se valorize cada dia mais.

Crie e confie na sua própria “cesta” de referências. Uma das coisas que eu mais vejo por aí é a dificuldade das pessoas se reconhecerem como criativas, e inclusive, é uma dificuldade minha também. As vezes rola uma falta de auto estima enorme com as próprias ideias e por isso acho que é um dever trabalharmos nossa estima profissional também.

 
Quando não apreciamos nossa própria autenticidade fica dificil de valorizar nossas ideias, ou melhor ver algo que não parece uma boa no começo tomar forma.

 
Com certeza você já têm sua própria experiência em relação ao seu processo criativo. E se o post te ajudou de alguma forma, fica a vontade pra dividir o que você aprendeu até agora nos comentários.

Carla

Designer e ilustradora de São Paulo/SP compartilhando um pouco da minha jornada. Com uma apaixonite por cinema, gatos e as coisas glitterosas da vida.

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